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Ourofino Agronegócio

Potro Prematuro

O potro é prematuro quando não atingiu seu completo desenvolvimento no útero da égua.

O neonato pode ser classificado como prematuro ou pequeno para idade gestacional. Esta expressão implica que algum tipo de perturbação crônica durante a gestação interrompeu os processos de crescimento normal.

Tanto o aspecto clínico quanto a duração da gestação no neonato prematuro devem ser avaliados em conjunto. No potrinho, definiram prematuridade como a idade gestacional inferior a 320 dias. Contudo, estes autores enfatizaram que a gestação normal da gestação de determinada égua pode variar consideravelmente, e que a idade gestacional deve ser apenas um dos diversos critérios empregados para a avaliação da viabilidade do feto.

Dessa maneira, na prática, é muito útil anotar para cada égua prenhe a duração da gestação precedente. Isso porque elas têm a tendência de repetir essa duração. E, naturalmente, é indispensável anotar as datas de cobertura.

Ao contrário do que ocorre nas mulheres, o parto das éguas não está ligado a fenômenos de maturação fetal. Duas semanas antes do prazo normal, mulher, pode-se fazer a indução do parto, na certeza de que o feto estará desenvolvido normalmente. Em éguas, a duração da gestação pode ser muito variável. Não se pode afirmar, mesmo aos 11 meses de gestação, que o potro será viável.

Dessa maneira, a prematuridade não pode ser definida como um nascimento antes do tempo. O correto é dizer que o potro é prematuro quando não atingiu seu completo desenvolvimento no útero da égua. Há casos de potros prematuros nascidos aos 340 dias de gestação e outros normais nascidos aos 330. Em síntese, não existem números definitivos para qualificar a duração normal da gestação das éguas.

Por exemplo, um feto de 335 dias de idade pode estar totalmente despreparado para o nascimento, se sua duração normal da gestação for realmente de 365 dias. A indução do parto aos 335 dias pode fácil e desastrosamente resultar num indivíduo muito imaturo, e inviável.

 

Sistemas acometidos:

  • · Respiratório: o surfactante, um fosfolipídio pulmonar que diminui a tensão da superfície, começa a amadurecer no final da prenhes. Os potros prematuros podem nascer sem surfactante, o que leva à insuficiência respiratória e morte, ou eles podem ter surfactante imaturo, que se apresenta com hipoxemia.
  • · Musculoesquelético: os potros prematuros frequentemente não possuem os ossos carpais e tarsais calcificados, que pode levar a deformidade angulares dos membros e má formação óssea.
  • · Comportamental: os potros prematuros podem ser mais lentos para ficar em estação e mamar do que potros normais e podem ter pouca coordenação e resposta fraca de sucção.
  • · Endócrino/metabólico: os potros prematuros induzidos possuem baixos níveis de cortisol sérico ao nascimento, estes também demonstram hipoglicemia e baixa resposta da insulina à glicose IV.
  • · GI: o trato intestinal pode não estar pronto para qualquer dieta oral.
  • · Hêmico/linfático: estes potros podem ter contagem de leucócitos persistentes baixas, com relação N:L <2:1.

Durante uma anamnese as éguas podem demonstrar sinais de parto precoce, com desenvolvimento do úbere. As éguas com placentite podem ter febre e corrimento vulvar.

O potro prematuro é um animal com pouco peso ao nascer e que tem dificuldade em se manter em pé. Um potro normal deve se levantar e mamar em duas horas seguintes ao seu nascimento. Este tem geralmente a pelagem suave e sedosa, suas cartilagens são moles e as orelhas tendem a cair. Possuem frequência e esforço respiratório aumentado, tendões superestendidos ou frouxos e deformidade angulares dos membros.

Os principais fatores das causas de prematuridade são naturalmente a égua, o potro e seus anexos fetais. Podendo ocorrer por placentite, indução de parto mal sincronizado, gestação gemelar, infecção viral por herpes, infecção por Ehrlichia equi.

Na avaliação da viabilidade do potro, o prognóstico para manutenção da vida depende em grande parte da causa do parto prematuro, dos eventos do período perinatal do grau de imaturidade exibido pelo animal, e do nível de apoio disponível para seu tratamento. Potrinhos que foram espontaneamente paridos e diagnosticados durante as primeiras 24 horas de vida, como tendo provável infecção quando no útero, possuem percentagem de sobrevida consideravelmente melhor que todos os outros potrinhos prematuros. Nas éguas com metrite, o estresse intrauterino sofrido pelo embrião acelera sua maturação, principalmente pulmonar.

O tratamento do potro prematuro, normalmente requer cuidados intensivos.  É necessária a administração de colostro por via oral dentro de duas horas do nascimento, oxigênio suplementar nos potros hipóxicos através de sonda nasofaríngea ou cateter intratraqueal, tala e atadura de gesso para permitir desenvolvimento normal das patas e repouso.

As complicações possíveis sofridas pelos potros são as deformidades angulares dos membros associadas com a ossificação incompleta dos ossos cubóides. Os potros nascidos por causa de placentite bacteriana estão em alto risco da septicemia, isso também torna-se problema naqueles que ficam em estação e ingerem colostro.

Decidir tratar um potro prematuro é sempre um desafio. O prognóstico deste depende de fatores econômicos com cuidados intensivos que custam caro e demandam grande disponibilidade de tempo.

Um animal tratado durante semanas pode morrer a qualquer momento, quando parece que vai sobreviver. Se o potro prematuro escapar de todas as complicações existentes, seu crescimento e desenvolvimento deve ser acompanhado com muito cuidado, para uma correta avaliação de sua qualidade de vida.

Por Tamarini Arlas

 

outubro 24th, 2011 Ourofino Agronegócio  Sem Comentários para “Potro Prematuro”

Ourofino Saúde Animal lança concurso para escolher nome do novo mascote da Linha Pet

“Amigo Pet” será realizado na Pet South America e premiará a melhor sugestão com um iPad2

No dia 18 de outubro, a Ourofino Saúde Animal lançará na Pet South America, em São Paulo, o concurso “Amigo Pet”, que selecionará o nome do novo mascote de sua linha de produtos para pets.

Para participar, basta enviar uma sugestão de nome pelo site www.amigopetourofino.com.br. Na internet, o envio de sugestões vai até o dia 4 de novembro. A contribuição também pode ser feita no estande da Ourofino na Pet South America, de 18 a 20 de outubro.

Os três melhores nomes selecionados serão votados no site do concurso de 10 a 17 de novembro; e o resultado será divulgado no dia 18 de novembro. O ganhador será presenteado com um iPad 2 e um kit Ourofino de produtos para pets.

Mais informações podem ser obtidas em www.amigopetourofino.com.br.

Conheça o novo mascote da Ourofino

Ao ser acolhido por um jovem casal que visitava a feira de adoção de cães de uma ONG apoiada pela Ourofino, ele esqueceu o que é viver sozinho, abandonado e sem conhecer os verdadeiros pais. Agora nosso mascote é amado e bem querido no seu novo lar.

Ele é um cão de sorte! Aprendeu o significado da amizade e da lealdade. Sua alegria é visível! Seus donos sabem como faz bem cuidar desse novo integrante da família, por isso lhe passam muito carinho e atenção.

Mas essa história está apenas começando… Esse cão está prestes a ganhar um nome…

Novos amigos e aventuras inesquecíveis farão parte da vida do mascote. Ele é esperto, curioso, afoito, desastrado… Que nome teria este novo amigo?

outubro 18th, 2011 Ourofino Agronegócio  Sem Comentários para “Ourofino Saúde Animal lança concurso para escolher nome do novo mascote da Linha Pet”

Rinite Atrófica em Suínos

A Rinite Atrófica (RA) foi reconhecida pela primeira vez em 1830. É uma doença infecto-contagiosa, de alta transmissibilidade, e que se mantém no rebanho sem causar mortalidade. Classificada como uma doença endêmica, compromete animais na faixa de três a oito semanas de idade, sendo frequente nas criações confinadas em todo mundo, inclusive no Brasil.

A transmissão da doença ocorre por contato, de suíno para suíno ou através de aerossóis, por via aerógena. Matrizes, cronicamente infectadas, transmitem a doença às suas leitegadas, por contato nasal, durante o período de amamentação. Os leitões infectados se constituem em fonte ativa de infecção para outros suínos susceptíveis e disseminam a infecção nos reagrupamentos realizados no desmame e no início do crescimento. Os leitões infectados, nas primeiras semanas de vida, desenvolvem lesões severas e tornam-se disseminadores da infecção. Outros possíveis transmissores da RA são gatos, ratos e coelhos.

Embora a RA seja considerada uma doença multifatorial, a Bordetella bronchiseptica, a Pasteurella multocida tipo D e, mais raramente, a tipo A, produtoras de toxina dermonecróticas, são incriminadas como agentes primários. Existem autores que afirmam que a B. bronchiseptica causa apenas RA regressiva, enquanto que a P. multocida provoca RA progressiva. No entanto, não há dúvida que existe um sinergismo entre essas duas bactérias, já que a P. multocida agrava as lesões em suínos previamente infectados com a B. bronchiseptica. Essas bactérias aderem fortemente às células da mucosa nasal, multiplicam-se e produzem a toxina capaz de causar perda parcial dos ossos das conchas nasais, ocorrendo duas a três semanas após a infecção.

Os primeiros sintomas são observados em leitões lactantes. Inicialmente ocorrem espirros, corrimento nasal mucoso e formação de placas escuras nos ângulos internos dos olhos (devido à obstrução do canal lacrimal). Posteriormente, há desvio do focinho para um dos lados e/ou encurtamento do mesmo, com formação de pregas na pele que o recobre e, nos casos mais graves, ocorre sangramento nasal intermitente, associado aos acessos de espirros. Essa fase, geralmente, é observada em fim de recria e na terminação. Os leitões afetados tendem a apresentar retardo na taxa de crescimento (em média de 5-10%), com prejuízo na conversão alimentar.

Para o diagnóstico clínico devem ser considerados os sinais clínicos, as lesões observadas através do método de “Apreciação Visual dos Cornetos” e a caracterização dos agentes etiológicos através do diagnóstico laboratorial.

Para manter o controle da RA é fundamental manter o ambiente onde os suínos são criados o mais livre possível de estresse imunológico, social e nutricional, relacionados com as transferências dos leitões de uma instalação para outra (desmame – creche – crescimento – terminação), que propicia o aparecimento dos sintomas respiratórios.

Dentre os fatores preponderantes na difusão da doença respiratória, considera-se a disposição das instalações, tipos de galpões, sistemas de ventilação em locais fechados ou a circulação de ar em locais abertos. Outros fatores que agravam a RA são a utilização do sistema contínuo de produção, excesso dos gases amônia (>10ppm) e carbônico (>1000ppm), ventilação inadequada, amplitude térmica diária maior que 8ºC, umidade relativa do ar <65% ou >73%, excesso de moscas nas instalações, superlotação (menos que 1m2/animal), mistura de animais de diferentes fases de criação, presença de altos níveis de poeira e volume de ar menor que 3m3/animal.

O controle da doença é indispensável para evitar prejuízos futuros, além da redução no desempenho dos animais, a RA provoca aumento da mortalidade, e condenações de carcaças nos abatedouros, sendo assim, são de extrema importância um adequado e rigoroso manejo de limpeza e desinfecção, além do uso de desinfetantes (Glutaquat® ou CB 30 TA®); incluindo também, esquemas de tratamentos terápicos com as sulfas (Trissufin® – 100 mg de Trissilfin/kg PV durante 4 dias consecutivos), ou as tetraciclinas (Ourotetra- 30 mg/kg PV durante 5-14 dias consecutivos ou Doxifin® 50 PS – 20 mg/Kg PV durante 3-5 dias consecutivos).

 

Referência Bibliográfica

BRITO, J. R. F., PIFFER, I. A., BRITO, M. A. V. P., EMBRAPA – Rinite atrófica dos suínos, Ano II – N.7 – Periódico técnico-informativo elaborado pela EMBRAPA–CNPSA, Abril/1993.

MORÉS, N., BARIONI JUNIOR, W., SOBESTANSKY, J., et al., Estimativa dos índices de pneumonia, pela tosse, e de rinite atrófica, por espirros, em suínos. 2001.

SILVA, A. F., Doenças Respiratórias, Médico Veterinário – Coopers Brasil Ltda, afsamilton@zipmail.com.br, 2005.

SOBESTIANSKY, J.; BARCELLOS, D.; MORES, N., et al., Clínica e Patología Suína, 2. ed., p. 374–378, 1999.

SOBESTIANSKY, J., PIFFER, I.A., FREITAS, A.R. Prevalência de rinite atrófica e de pneumonia em granjas associadas a sistemas de integração de suínos do Estado de Santa Catarina. Pesq. Vet. Bras., v.10, p. 23-26, 1990.

SOBESTIANSKY, J. E BARCELLOS, D., Doenças dos suínos, p. 189-196, Cânome Editorial, 2007.

AVANTE, M., et al., Rinite atrófica dos suínos, Revista Científica Eletônica de Medicina Veterinária – Ano VI – Número 10 – Janeiro de 2008 – Periódicos Semestral

Por: Ana Carolina Menezes, estudante de medicina veterinária da Unesp – Jaboticabal, estagiária do Depto Aves & Suínos, Ourofino Agronegócio

outubro 10th, 2011 Ourofino Agronegócio  Sem Comentários para “Rinite Atrófica em Suínos”

Fatores que afetam a eficiência reprodutiva de vacas leiteiras: Produção de leite

Desde 1950, tem-se notado um crescente aumento na produção leiteira, reflexo da melhor eficiência da atual vaca produtora de leite. Este animal é altamente especializado e vem sendo selecionado há décadas com intuito de alcançar maior produção diária e produção por lactação possível. Por outro lado, nota-se que há uma tendência de declínio da eficiência reprodutiva nestes rebanhos leiteiros modernos de alta produção. Essa queda pode ser decorrente de inúmeros fatores, mas certamente guarda uma forte relação com o nível de produção leiteira dos animais. Esse artigo será dedicado a expor alguns trabalhos que mostraram de forma mais clara como o nível de produção de leite pode afetar as características e respostas reprodutivas dos animais.

Alguns estudos ao redor dos anos 90 já passaram a evidenciar os reflexos da especialização leiteira e do aumento da produção de leite dos rebanhos sobre certos parâmetros reprodutivos. Em um deles, foi observado que animais que apresentavam produção acima da média do rebanho tinham maior intervalo entre o parto e a primeira detecção visual de cio (76,9 ± 7,5 dias vs 46,8 ± 4,6 dias). Em outro, foi evidenciado que vacas de maior produção leiteira apresentavam sinais menos evidentes de estro. Porém, alterações nestas características (porcentagem de manifestação de estro e/ou intensidade dos sinais de estro) não foram evidenciadas em alguns estudos nos quais foram comparados animais de baixa e alta produção. Essa discrepância entre estudos pode estar relacionada à quantidade de animais observados e à metodologia empregada. Muitos desses estudos, por exemplo, levaram em consideração a produção de leite total da lactação ou de um longo período e tentaram correlacioná-la ao comportamento de estro de um período pontual. Além disso, foi utilizada a observação visual de cio duas a três vezes por dia, que é um método que pode levar a vários erros.

Com base nesses pontos de conflito, um novo estudo foi delineado com o intuito de minimizar os possíveis efeitos destes fatores na geração dos dados. O objetivo desses pesquisadores foi de determinar se havia uma real associação entre o nível de produção leiteira nos dias próximos à expressão do estro e a duração do estro em vacas em lactação. Para isso, um sistema de radiotelemetria (HeatWatch) foi implantado. Neste sistema cada animal recebe um dispositivo o qual possibilita o monitoramento de monta 24 h/dia, registrando a quantidade de montas, a duração de cada monta e o horário exato em que o animal recebeu a primeira monta. Ainda, nesse estudo, a produção de leite dos 10 dias anteriores ao estro foi utilizada para classificar a vaca em diferentes níveis de produção e correlacionar esse dado às informações relativas ao estro.

Os resultados evidenciam uma forte relação entre o nível de produção leiteira e a duração do cio.

Figura 1. Duração do cio (h) de acordo com níveis de produção de leite nos 10 dias anteriores ao cio (Adaptado de Lopez et al., 2004).

Além disso, mesmo em animais de alta produção (média de 39,5 kg de leite por dia), foi possível observar a influência da intensificação da produção de leite nas características do cio (Tabela 1).

Tabela 1. Características do estro (média ± EP) para vacas de produção leiteira mais baixa (<39,5 kg/dia) ou mais alta (≥39.5 kg/dia) com relação à média do rebanho estudado (Adaptado de Lopez et al., 2004).

a Número de eventos de estro.
b Produção media de leite nos 10 dias anteriores ao cio.
c Número de horas entre o primeiro e ultimo registro de montade um período estral.
d Dias pós-parto quando a informação de comportamento estral foi coletada por radiotelemetria.

Nesse estudo, parte dos animais também foi monitorada por exames ultrassonográficos e coletas de sangue, tanto no dia anterior (n = 34) quanto no dia do estro (n = 71). Assim, foi possível mensurar o diâmetro do maior folículo e a concentração de estradiol circulante. Apesar de o diâmetro folicular ter sido maior nas vacas de alta produção leiteira, a concentração de estradiol foi inferior nesses animais em ambos os dias, o que pode explicar o reduzido tempo de expressão de cio.

Em outro estudo em que foram analisadas diversas propriedades norte americanas com gado Holandês (532 rebanhos) e Jersey (29 rebanhos), observou-se um aumento da produção leiteira dos rebanhos ao longo dos anos (expressa pelas barras verticais da Fig. 2), acompanhada pelo aumento do número de dias em aberto (Fig. 3) e do número de serviços por concepção (Fig. 4) e pela redução das taxas de concepção (representada pelas linhas da Fig. 2).

Figura 2. Evolução do número de serviços por concepção de vacas Holandesas (532 rebanhos) e Jersey (29 rebanhos) ao longo dos anos (1976 a 1999; adaptado de Washburn et al., 2002).

Figura 3. Evolução do número de dias em aberto de vacas Holandesas (532 rebanhos) e Jersey (29 rebanhos) ao longo dos anos (1976 a 1999; adaptado de Washburn et al., 2002).

Figura 4. Evolução do número de serviços por concepção de vacas Holandesas (532 rebanhos) e Jersey (29 rebanhos) ao longo dos anos (1976 a 1999; adaptado de Washburn et al., 2002).

 

Os estudos acima evidenciam que a modernização dos rebanhos leiteiros tem resultado em aumento da produção de leite dos animais e redução da eficiência reprodutiva. Foi mostrado que nas vacas de alta produção, os níveis circulantes de estradiol estão reduzidos. Acredita-se que a maior metabolização hepática de hormônios reprodutivos (como a progesterona e o estradiol) pode estar relacionada com a presença de folículos maiores, menor concentração de estradiol e menor duração e intensidade do estro. Além disso, foi observado maior número de dias em aberto e de serviços por concepção e diminuição da taxa de concepção nesses animais. Esses estudos em conjunto são mais um indicativo que ao longo de muitos anos a seleção genética do gado leiteiro foi realizada quase que exclusivamente considerando-se características de conformação e produção leiteira. Com isso, outras características importantes como as reprodutivas foram ignoradas, resultando em gerações com maior potencial leiteiro, porém menor eficiência reprodutiva. Assim, fica evidente que a escolha exclusiva de uma ou duas característica pode levar ao detrimento de tantas outras características de suma importância com reflexos negativos mais tardios. Portanto, deve-se utilizar um sistema de seleção de animais baseado em um conjunto de característica que possibilitem a harmonia entres todos os objetivos almejados pelo produtor.

 

Literatura complementar:

Butler, W.R., 1998. Review: Effect of protein nutrition on ovarian and uterine physiology in dairy cattle. J. Dairy Sci. 81, 1874–1882.

Fonseca, F.A., Britt, J.H., McDaniel, B.T., Wilk, J.C., Rakes, A.H., 1983. Reproductive traits of Holsteins and Jerseys. Effects of age, milk yield, and clinical abnormalities on involution of cervix and uterus, ovulation, estrous cycles, detection of estrus, conception rate, and days open. J. Dairy Sci. 66, 1128–1147.

Harrison, R.O., Ford, S.P., Young, J.W., Conley, A.J., Freeman, A.E., 1990. Increased milk production versus reproductive and energy status of high producing dairy cows. J. Dairy Sci. 73, 2749–2758.

Harrison, R.O., Young, J.W., Freeman, A.E., Ford, S.P., 1989. Effects of lactational level on reactivation of ovarian function, and interval from parturition to first visual oestrus and conception in high-producing Holstein cows. Anim. Prod. 49, 23–28.

Lopez, H., Satter, L.D., Wiltbank, M.C., 2004. Relationship between level of milk production and estrous behavior of lactating dairy cows. Anim. Reprod. Sci. 81, 209–223.

Washburn, S.P., Silvia, W.J., Brown, C.H., McDaniel, B.T., McAllister, A.J. 2002. Trends in Reproductive Performance in Southeastern Holstein and Jersey DHI Herds. J. Dairy Sci. 85, 244–251.

 

Por Roberta Machado Ferreira1; Henderson Ayres
1Departamento de Reprodução Animal, FMVZ-USP, São Paulo, Brasil

outubro 6th, 2011 Ourofino Agronegócio  Sem Comentários para “Fatores que afetam a eficiência reprodutiva de vacas leiteiras: Produção de leite”

Mieloencefalite Protozoária Equina (MPE)

A Mieloencefalite Protozoária Equina (MPE), mais conhecida como bambeira, é uma doença neurológica que afeta equinos em diversas partes do continente americano, sendo considerada uma das mais importantes patologias neurológicas em equinos.

O agente etiológico responsável pela MPE é o protozoário da espécie Sarcocystis neurona, que promove uma infecção no sistema nervoso central (SNC), resultando em sinais clínicos progressivos de disfunção neurológica.

Os gambás (Didelphis virginiana; Didelphis albiventris) são os hospedeiros definitivos do S. neurona, sendo os equinos considerados hospedeiros erráticos por não serem capazes de transmitir a doença. Diversos pequenos mamíferos podem atuar como hospedeiros intermediários para completar o ciclo de vida do parasita. A transmissão do protozoário dos hospedeiros intermediários para o hospedeiro definitivo é provavelmente devida à ingestão pelo gambá de hospedeiros intermediários mortos.

A contaminação acidental dos cavalos ocorre através da ingestão de água ou alimentos contendo esporocistos infectantes do S. neurona que o gambá infectado elimina em suas fezes.

Existem alguns fatores de risco para o desenvolvimento da MPE como, por exemplo, um risco aumentado se houver presença de gambás na fazenda e se bosques estão presentes na propriedade. Comparado com o inverno, o efeito sazonal aumenta o risco da MPE com o aumento da temperatura, com maior risco no outono. O risco diminui se o alimento for mantido protegido do acesso de animais.

A exposição do cavalo ao parasita não garante que este desenvolverá a doença. Quando a enfermidade ocorre, os sinais clínicos são variáveis, pois dependem da região e da extensão do SNC que foi afetada pelo protozoário.

No início os sinais clínicos podem ser graduais, porém mais tipicamente sinais leves desenvolvem-se agudamente e progridem rapidamente. O exame neurológico frequentemente revela ataxia e incoordenação em todos os membros e outros sinais podem ser, atrofia muscular mais comum nas regiões do quadríceps e glúteo nos membros posteriores, dificuldade de deglutição, perda da sensação na córnea e interior das narinas, andar em círculos e tendência a permanecer deitado, nistagmo, postura de base aberta, paralisia facial, disfagia, hemiplegia laringiana, paralisia da língua, estrabismo, andar arrastado, espasticidade e fixação patelar superior, dores nas costas causadas pela fraqueza ou uso assimétrico dos grupos musculares.

Vários protocolos são descritos para o tratamento da MPE, tais como associação de sulfonamidas (trimetoprim e sulfas – 20mg/Kg via oral S.I.D. durante todo período de tratamento) e pirimetamina (1 a 2 mg/Kg S.I.D. de 90 a 120 dias), administrada por pelo menos cinco meses, podendo ser estendido em algumas situações; Drogas derivadas da triazina (diclazuril – 5 mg/Kg e toltrazuril – 5 a 10 mg/Kg) com duração de aproximadamente 30 dias; Nitazoxanida na dose de 25 mg/Kg uma vez ao dia durante a primeira semana e 50 mg/Kg diariamente pelos próximos 23 dias.

Vários protocolos são descritos para o tratamento da MPE, tais como associação de sulfonamidas (trimetoprim e sulfas – 20mg/Kg via oral S.I.D. durante todo período de tratamento) e pirimetamina (1 a 2 mg/Kg S.I.D. de 90 a 120 dias), administrada por pelo menos cinco meses, podendo ser estendido em algumas situações; Drogas derivadas da triazina (diclazuril – 5 mg/Kg e toltrazuril – 5 a 10 mg/Kg) com duração de aproximadamente 30 dias; Nitazoxanida na dose de 25 mg/Kg uma vez ao dia durante a primeira semana e 50 mg/Kg diariamente pelos próximos 23 dias.

Medicamentos antiinflamatórios são recomendados quando o início agudo, o uso de flunixin meglumine ou fenilbutazona podem ajudar. Alguns clínicos recomendam o uso de tratamentos adicionais tais como vitamina E e tiamina que podem facilitar a recuperação do tecido nervoso quando tratando de cavalos com MPE.

O prognóstico para cavalos diagnosticados com MPE é aproximadamente de 70%, vai depender da severidade das lesões e do tempo para diagnóstico e início do tratamento.

 

Por Juliana Oliveira, Médica Veterinária

setembro 26th, 2011 Ourofino Agronegócio  Sem Comentários para “Mieloencefalite Protozoária Equina (MPE)”

Limpeza e Desinfecção em Ambientes de Produção

Com a crescente demanda por alimentos, as exigências dos órgãos fiscalizadores e a pressão por uma alta produtividade e qualidade do produto final fazem com que a avicultura e suinocultura industrial prezem por práticas de manejo para atender todas essas exigências evitando futuros problemas relacionados à biosseguridade, prejuízos e levando um produto de qualidade ao consumidor.

A realização rotineira de um processo de higienização detalhado é a condição indispensável para a manutenção de um alto nível de saúde do rebanho, pois, através da redução da carga microbiana nas instalações, equipamentos e, consequentemente no ambiente do sistema de produção, seguramente se reduzirá o risco de ocorrência de doenças bem como será possível o controle ou a erradicação de enfermidades presentes.

A limpeza pode ser dividida em limpeza seca e limpeza úmida. A seca consiste na retirada com pás e vassouras de toda a matéria orgânica, restos de ração e da sujeira impregnada no piso e nas paredes; na úmida deve-se utilizar água sob pressão. Uma limpeza prévia tem por finalidade a obtenção de superfícies limpas, uma vez que a maioria dos desinfetantes perde parte de sua eficácia quando em contato com a matéria orgânica.

Desinfecção é o conjunto de medidas empregadas para impedir a penetração e crescimento de agentes patogênicos num determinando ambiente ou estrutura, com o uso de substâncias desinfetantes. A desinfecção preventiva representa uma prática comum e extremamente necessária na cadeia produtiva de aves e suínos. Uma desinfecção completa e eficiente somente pode ser executada após a retirada dos animais das instalações.

A limpeza seca na suinocultura é feita de 1 a 3 vezes ao dia dependendo do tipo de instalação; já na avicultura o processo de limpeza e desinfecção é realizado no intervalo entre os lotes, a cada 42 dias, sendo retirada a parte úmida da cama e de toda a matéria orgânica, restos de ração e toda a sujeira contida nas paredes e cortinas antes de começar a limpeza úmida. Após a saída dos animais o ideal é retirar os equipamentos desmontáveis para que sejam lavados e guardados, retirar e guardar corretamente a cama que vai ser reutilizada na avicultura. Deve-se usar além da limpeza seca, água sob pressão para retirar todo excesso de matéria orgânica antes da utilização do desinfetante.

O manejo adequado de higienização das instalações e equipamentos somados ao uso de desinfetantes (CB 30 TA® ou Glutaquat®) de qualidade e eficiência comprovadas resulta na melhoria da produtividade com melhor rentabilidade ao produtor, redução de gastos com medicamentos, redução dos gastos com mão-de-obra e melhoria no quadro sanitário geral da propriedade, resultando em um produto de melhor qualidade ao consumidor final e maiores lucros ao produtor.

Por Maycon Secani Cunha, Zootecnista – Departamento Aves & Suínos  da Ourofino Agronegócio

setembro 19th, 2011 Ourofino Agronegócio  Sem Comentários para “Limpeza e Desinfecção em Ambientes de Produção”

Uso de GnRH para otimizar os resultados na Inseminação artificial

A reprodução animal constitui-se num dos fatores de maior importância para a pecuária, pois afeta diretamente a eficiência e a rentabilidade dos sistemas produtivos. A busca por mecanismos que aumentem os índices reprodutivos do rebanho se faz fundamental para alcançar resultados rentáveis e competitivos.

O uso de GnRH e seus análogos tem se mostrado uma maneira eficaz de melhorar as taxas de prenhez dos rebanhos onde são usados. Sua aplicação no momento da inseminação artificial tem por objetivo induzir a ovulação no momento apropriado além de estimular a luteinização, aumentando a chance de fertilização.

São muitos trabalhos realizados o que torna evidente a influência do uso de um análogo de GnRH no estro e na fertilidade de vacas de corte e de leite. Mee et. al. 1993, observaram aumento na taxa de prenhez em animais sem prévia sincronização, os quais foram aplicados GnRH no momento da inseminação, em comparação aos animais do grupo controle (42% x 14%).  Ayres e. a.l (2006), Moura et al. (2008) e Teixeira et al.(2007) apresentaram diferenças numéricas nas taxas de prenhez dos grupos tratados com GnRH da ordem de 5,1% , 5,82% e 7%  respectivamente, quando comparados aos grupos controle.

Estudos conduzidos por Rajamahendran. et. al. (1998) e Corrêa et al. (2009) demonstraram que o GnRH otimiza o processo de luteinização, aumenta a concentração de progesterona circulante favorecendo a manutenção da prenhez.

Assim, essa é uma excelente opção de uso dos análogos do GnRH em programas de reprodução, principalmente naqueles casos onde existem possibilidades de falhas ovulatórias, como em vacas de leite (Segue abaixo algumas opções de protocolos de uso).

* Sincroforte, é o análogo do GnRH mais vendido no mercado Brasileiro, produzido e comercializado pela Ourofino Agronegócio Ltda.

 

Referências:

Ayres, H.; Torres-Júnior, J.R.S.; Penteado, L.; Souza, A.H.; Baruselli, P.S. Efeito do momento da inseminação e do tratamento com gnrh na iatf sobre a taxa de concepção de vacas de corte lactatnes sincronizadas com  e valerato de estradiol. SBTE 2006 (a, b).

Guilherme Silva Moura – Uso de análogo de gnrh após ia convencional e com protocolo de iatf em gado mestiço. Dissertação de Mestrado – Universidade Federal de Viçosa, Julho 2008

Michael 0. Mee* Administration of GnRH at Estrus Influences Pregnancy Rates, Serum Concentrations of LH, FSH, Estradiol- 17@, Pregnancy-Specific Protein B, and Progesterone, Proportion of Luteal Cell Types, and In Vitro Production of Progesterone in Dairy Cows. J. h i m . Sci. 1993. 71:185-198

Rajamahendran, R. et. al. 1998 Effects of buserelin injection and desorelin (GnRH –Agonist) implants on plasma progesterone, LH, accessory CL formation, follicle and corpus luteum dynamics in holstein cows. Theriogenology 50:1141-1155, 1998

Rafaela Francini Corrêa; Marco Aurélio Carneiro Meira Bergamaschi; Rui Machado Suporte hormonal com GnRH após a ovulação de vacas de corte Anais da I Jornada Científica – Embrapa São Carlos – 28 e 29 de outubro de 2009 Embrapa Pecuária Sudeste e Embrapa Instrumentação Agropecuária – São Carlos – SP – Brasil

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Por Mariana Dulce Delle Vedove Ortolan, Aluna de graduação do curso de Medicina Veterinária da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias – UNESP Jaboticabal e estagiária do Departamento de Reprodução Animal da empresa Ourofino Saúde Animal

setembro 13th, 2011 Ourofino Agronegócio  9 Comentários para “Uso de GnRH para otimizar os resultados na Inseminação artificial”

Fluatac DUO – 1 ano

O novo comercial foi produzido em comemoração ao primeiro ano do Fluatac Duo no mercado, período suficiente para o produto se tornar um dos mais vendidos na categoria ectoparasiticidas. O vídeo passa a ideia de produto revolucionário na vida do pecuarista, que antes tentava de tudo para combater o carrapato no gado. Uma produção de 30 segundos que destaca “super-heróis” e sua arma de proteção, ambientalizada no próprio campo e arrebatada por uma trilha épica.

setembro 12th, 2011 Ourofino Agronegócio  Sem Comentários para “Fluatac DUO – 1 ano”

Tratamento Ortopédico da Podotrocleose (Doença do Navicular)

A doença do Navicular é uma das causas mais comuns de claudicação intermitente do membro anterior de cavalos entre quatro e quinze anos de idade. Apesar dos membros posteriores também serem acometidos, esta é, em geral, uma doença do membro anterior.

Acredita-se que fatores como problemas de conformação, casqueamento, ferrageamento inadequados e exercícios em superfícies duras agravam o problema. É uma doença degenerativa crônica progressiva que afeta o osso sesamóide distal, bolsa do navicular e tendões flexores.

Etiologia:

O caráter hereditário da patologia está intrinsecamente ligado há etiologia da doença sendo uma conformação muito vertical, um osso navicular pouco resistente, pequeno tamanho dos cascos em relação ao peso do animal alguns dos principais responsáveis pelo aparecimento do quadro. Além disso, animais exercitados de forma sistemática em pisos duros ou em superfícies irregulares também estão predispostos. De modo geral, qualquer fator que aumente a concussão do osso sesamoide distal sobre o solo pode dar origem a patologia.

A degeneração senil em cavalos utilizados para trabalho por vários anos também pode levar ao quadro, ocorrendo desmineralização óssea e, consequente, perda de resistência.

Sinais clínicos:

Equinos afetados normalmente apresentam histórico de claudicação intermitente, que reduz com o repouso. No estágio agudo da doença, o repouso levará a um desaparecimento dos sintomas clínicos, entretanto, os sinais reaparecem após trabalho intenso. Normalmente ambas as patas estão acometidas, porém a claudicação só é observada em um dos membros sendo necessário um bloqueio anestésico do membro mais severamente acometido para observação da claudicação do membro oposto.

Se ambos os membros estão envolvidos, frequentemente o animal altera seu apoio como forma de aliviar a dor em um dos membros. Em movimento, o animal tende a apoiar primeiro a pinça da pata para evitar a concussão dos talões, causando encurtamento da fase cranial do passo.

Normalmente animais acometidos têm um aumento significativo da claudicação quando é posto para trotar em superfícies irregulares ou mesmo quando este faz uma curva sobre o membro acometido.

Tratamento Ortopédico:

WRIGHT (1993) observou que 75% dos cavalos acometidos pela doença do navicular tinham o eixo pata-quartela alterado e 45% apresentavam desequilíbrio médio-lateral.

Talões colapsados foram observados em 77% dos animais sofrendo de doença do navicular e 73% apresentaram os talões contraídos. O colapso dos talões leva a redução da superfície de contato com o solo, sendo que os talões ficam deslocados anteriormente, não fornecendo suporte adequado da parte caudal. Desta forma, com o tratamento ortopédico, em primeiro lugar é necessário o alinhamento do eixo pata-quartela visando regularizar a ação sobre a articulação interfalangiana distal, e sobre o tendão flexor profundo, com consequente diminuição da pressão sobre o osso sesamóide distal (osso navicular).

É também necessário o restabelecimento da simetria dos talões e nivelamento da muralha, mantendo sempre as barras que servem de sustentação para o casco. No ferrageamento deve ser implantada ferragem com travessa um terço mais larga que a ferradura, ligando uma barra a outra soldada na face de apoio no solo. Esta ação impede a expansão lateral da região de inserção do navicular na pata, diminuindo assim as pressões exercidas sobre a mesma. A ferradura deve apresentar dois guarda cascos laterais que auxiliam na contenção da expansão lateral do casco.

Pode apresentar também uma espessura mais fina na pinça e aumentar gradativamente dos quartos até os talões, caso o animal ainda se encontre achinelado após o casqueamento, ou mesmo, uso de talonetes para alinhar o eixo quarto patela.

A ferradura deve ter sobrepasse de até um centímetro nos talões, maior que em ferrageamento normal onde se usa até meio centímetro e guarnições de até 0,3 centímetros. A curva dos talões deve ser muito bem forjada para que não haja arrancamento da ferradura; deve ser feito arrolagem da pinça para que facilite o movimento, diminuindo a pressão sobre a articulação interfalangeana distal.

Por Leonardo Faria, médico veterinário da Ourofino Agronegócio.

agosto 29th, 2011 Ourofino Agronegócio  Sem Comentários para “Tratamento Ortopédico da Podotrocleose (Doença do Navicular)”

Ractopanima: porque sempre utilizar este aditivo

Viabilidade Econômica

Amaral et al. (2009), conduziram um experimento para avaliar o desempenho, a composição de carcaça e a viabilidade econômica do uso de diferentes níveis de ractopamina na alimentação de suínos dos 94 aos 130 kg recebendo rações formuladas com separação de sexos. Os autores concluíram que a suplementação com 5 ppm de ractopamina em rações formuladas para suínos machos castrados ou para fêmeas é suficiente para melhorar o desempenho dos animais. No entanto, a utilização de 10 ppm, por resultar em maior quantidade de carne na carcaça, pode ser interessante, principalmente para a agroindústria ou até mesmo para suinocultores que recebem por bonificação de carcaça. Silveira et al. (2005) que, trabalhando com 5 ppm de RAC para suínos pesados, observaram uma valorização R$ 0,31 por quilo.

Da mesma forma, Cantarelli (2007) observou incremento de 4,88% na receita bruta e 17,18% na receita líquida de suínos abatidos aos 100 kg, suplementados com 5 ppm de RAC.

Estes índices refletem o efeito do sexo e da utilização de RAC no desempenho e na composição corporal dos animais, servindo, assim, como auxílio para os produtores no sentido de alcançar maior rentabilidade do sistema produtivo e atender às exigências do consumidor.

Considerações Finais

A ractopamina é um aditivo que garante melhor desempenho para os suínos, melhora a qualidade das carcaças e garante lucratividade. Dessa forma se torna um auxiliador para toda a cadeia suinícola, melhorando a rentabilidade para os produtores, levando à indústria melhores carcaças e beneficiando os consumidores com a qualidade superior do produto final, sendo o nível de 10 ppm ideal para melhorar os índices de desempenho, características de carcaça  e assim trazer melhor lucratividade para os produtores.

 

Referências Bibliográficas

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Colaboração / parceria: NESUI – UFLA

agosto 22nd, 2011 Ourofino Agronegócio  Um Comentário para “Ractopanima: porque sempre utilizar este aditivo”
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