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Ourofino Agronegócio

Xenotransplante Suíno – homem

A palavra xenotransplante é utilizada para denominar o transplante de células, tecidos ou órgãos entre espécies diferentes. Esta vem sendo uma opção a ser considerada para salvar vidas, já que a oferta de órgãos humanos é escassa e cerca de 60% dos pacientes morrem na fila de espera.

Fisiologicamente semelhantes aos seres humanos, os suínos são fontes potenciais de órgãos para xenotransplante. O suíno é um animal de fácil procriação, possui órgãos de dimensões apropriadas, pode ser criado em ambientes que diminuem o risco de zoonoses e a doação de órgãos é aceitável do ponto de vista ético e cultural (animal de criação já sacrificado e utilizado na alimentação humana). Já os primatas, que foram a primeira opção pensada para xenotransplantes, dificilmente procriam em cativeiro, já se encontram a maioria em extinção e não são tão compatíveis em relação ao tamanho e peso.

Um entrave encontrado nos recentes estudos sobre xenotransplantes é a rejeição que o organismo humano exerce contra o novo órgão. O que já era comum de se ocorrer entre os humanos é agravado no transplante de órgãos provenientes de seres de outras espécies. Os mamíferos não primatas possuem glicoproteínas na superfície celular que ativam o sistema imune a produzir células de defesa, os xeno-anticorpos (anticorpos naturais). A hemorragia intersticial e a necrose e trombose causadas nos vasos podem levar à perda do enxerto em poucas horas.

Atualmente, do ponto de vista imunológico, não existem obstáculos considerados intransponíveis. A esperança futura é a utilização de drogas imunossupressoras que quebrem esta barreira mantida pelos anticorpos naturais ou a obtenção de animais que não expressem os epítopos imunogênicos, através da manipulação pela engenharia genética (desenvolvimento de porcos transgênicos). Poderia ser possível introduzir genes humanos no porco de modo a “enganar” o sistema imunológico e impedir a rejeição.

Mesmo com todos os avanços na área da imunologia o xenoenxerto ainda precisa vencer muitos obstáculos para se tornar uma realidade na prática clínica.  Tem provocado uma diminuição do entusiasmo dos pesquisadores pelo potencial risco de transmissão de zoonoses e pela compatibilidade fisiológica ainda incerta de alguns órgãos em relação à homeostase corporal.

Outro problema discutível é a substituição de doações humanas de forma voluntária e generosa por uma oferta de órgãos com bases comerciais.

Referências:
Reportagem revista veja, disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/genetica/sem-categoria/o-que-sao-xenotransplantes/

 

Por Maycon Cunha, Departamento Técnico Ourofino Agronegócio

janeiro 9th, 2012 fernanda.carvalho  Sem Comentários para “Xenotransplante Suíno – homem”

Anti-helmínticos no tratamento das verminoses

O controle da parasitose nos equinos é fundamental, pois melhora o desempenho dos animais. A forma de controle adotada nos principais haras e criatórios de equinos utiliza exclusivamente os compostos antiparasitários por sua praticidade, eficiência comprovada e segurança na utilização, além de ter ótima relação custo-benefício.

Existem diversos compostos utilizados na rotina para controle parasitário dos equinos. Dentre os compostos, existem quatro grupos químicos distintos: os benzimidazóis (por exemplo, albendazole e oxibendazole), as pirimidinas e imidazotiazóis (por exemplo, pamoato de pirantel e levamisole) e o grupo das lactonas macrocíclicas (por exemplo, ivermectina e moxidectina). A grande diferença entre os grupos químicos está no seu mecanismo de ação diferenciado e nas formas de eliminação parasitária (MARTIN, 1997).

Alguns antiparasitários são ineficazes contra parasitos após um período de tempo e não conseguem manter a mesma eficácia, nas mesmas condições. Esse fato caracteriza a resistência parasitária, constatada quando uma determinada droga que apresentava redução da carga parasitária acima de 95% decresce para níveis inferiores a esse valor contra o mesmo organismo depois de determinado período (CONDER; CAMPBELL, 1995).

A maioria dos compostos é ineficaz contra todos os estádios de desenvolvimento dos parasitos de equinos, sendo que somente a moxidectina tem efeito moderado contra larvas encistadas de terceiro e quarto estádio. A moxidectina pertence ao grupo das lactonas macrocíclicas e foi sintetizada em 1990, sendo que tem demonstrado um amplo espectro de ação contra parasitos internos e externos. É considerado um fármaco seguro em adultos e em potros a partir de 6 meses de idade (PAPICH, 2007).

O Praziquantel pertence à classe dos Pirazinoisoquinolonas, medicamento de eleição no tratamento das infecções por cestódeos em animais domésticos. O Praziquantel é o princípio ativo mais importante dessa classe. O mecanismo de ação do Praziquantel é sobre o potencial de membrana das células musculares, promovendo a entrada de cálcio para o interior da célula, resultando na contração muscular, vacuolização e desintegração do tegumento do helminto.

Referências Bibliográficas

CONDER, G. A.; CAMPBELL, W. C. Chemotherapy of nematode infections of veterinary importance, with special reference to drug resistance. Advances in Parasitology, v.35, p.1-83, 1995.

MARTIN, R. J. Modes of action of anthelmintic drugs. Veterinary Journal, v.154, p.11-34, 1997.

PAPICH, M. G. Saunders Handbook of Veterinary Drugs. 2ª ed. Missouri: Elsevier Inc., 2007.

Departamento Técnico Ourofino

janeiro 2nd, 2012 Ourofino Agronegócio  Sem Comentários para “Anti-helmínticos no tratamento das verminoses”

Presynch: protocolo de pré-sincronização simples e eficiente

Como já discutimos em artigos anteriores, há diversos dados que evidenciam que o protocolo Ovsynch é um bom protocolo. Entretanto, há situações específicas nas quais a chance de sucesso é máxima ou muito reduzida. Vasconcelos et al. (1999) estudaram a possível influência do dia do ciclo estral ao início do protocolo Ovsynch sobre a taxa de prenhez de vacas Holandesas e verificaram que quando se inicia o protocolo Ovsynch entre o 5º e o 10º dia do ciclo estral a chance de sucesso é maior, uma vez que a chance de ovulação ao primeiro GnRH é aumentada. Neste mesmo estudo foi verificado que o animal que ovula ao primeiro GnRH possui maior a probabilidade de sucesso na sincronização da ovulação (2,09 vezes maior) do que quando não há ovulação.

Assim, podemos assumir que existem 2 importantes pontos interligados que determinam o sucesso da sincronização da ovulação utilizando o protocolo Ovsynch:

1)      Dia do ciclo em que o protocolo é iniciado;

2)      Resposta ovulatória ao primeiro GnRH.

Com base nesta informação, diversos grupos de pesquisa desenvolveram diversos tipos e variações de protocolos de pré-sincronização para controlar o dia do ciclo estral no qual se inicia o Ovsynch e, assim, garantir uma melhor eficiência de resposta ao tratamento. Neste artigo iremos apresentar informações sobre o protocolo Presynch, desenvolvido ao redor do ano 2000. Este é um dos mais populares protocolos de pré-sincronização, devido a sua simplicidade, facilidade de aplicação e resultados favoráveis.

A primeira “versão” do Presynch foi desenvolvida pelo grupo do professor Willian W. Tatcher da Universidade da Flórida em Gainsville e publicado em 2001 por Moreira e colaboradores. Estes pesquisadores desenharam um protocolo de pré-sincronização para comparar as taxas de prenhez de vacas que iniciaram o protocolo de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) em estágios aleatórios do ciclo estral com as taxas de vacas que iniciaram o protocolo em um estágio específico do ciclo. Para isso utilizou-se a aplicação de duas injeções de prostaglandina F2α (PGF2α)com 14 dias de intervalo, seguida pelo Ovsynch 12 dias após.

A PGF2α foi descoberta no início da década de 70 como um potente agente luteolítico. A partir de então, esta substância e seus análogos têm sido os agentes farmacológicos mais utilizados nos tratamentos para sincronização do estro em fêmeas bovinas. Os regimes de sincronização de estro utilizando prostaglandinas e seus análogos estão baseados na sincronização da fase progesterônica do ciclo estral. O sucesso da sincronização do estro depende da presença de um corpo lúteo (CL) responsivo ao fármaco, já que a ação da luteolisina é de provocar a regressão morfológica e funcional dessa estrutura e, consequentemente, a queda dos níveis endógenos de progesterona. A resposta ao tratamento com PGF2α é influenciada pela maturidade do CL, assim tratamentos realizados até o dia 5 do ciclo estral não induzem efetivamente a luteólise. Além disso, após uma única aplicação de PGF2α foi observado que o estro e a ovulação são distribuídos ao longo de seis dias e são influenciados não apenas pela responsividade do CL, mas também pelo estágio de desenvolvimento do folículo dominante, podendo variar de 2 a 6 dias.

Para melhorar a eficiência da sincronização do cio com PGF2α foram desenvolvidos protocolos com duas aplicações seqüenciais intervaladas de 11 a 14 dias e observou-se maior sincronia e número de animais com sinais de estro após a segunda aplicação de PGF2α. Verificou-se também que a aplicação de duas PGF2α com intervalo de 14 dias (duas semanas) apresentou um bom resultado de indução de emergência de nova onda folicular, porém com considerável dispersão desta, o que impossibilita a realização da IATF. Entretanto, este protocolo poderia possibilitar a realização da pré-sincronização de uma onda folicular para se conseguir um grande número de animais entre o 5º e o 10º dia do ciclo estral e, assim,  aumentar a chance de sucesso do protocolo Ovsynch.

Para isso Moreira et al. (2001) compararam as taxas de prenhez das vacas que iniciaram o protocolo de IATF em estágios aleatórios do ciclo (sem pré-sincronização) e vacas que iniciaram o protocolo de IATF em um estágio controlado do ciclo estral (com pré-sincronização). Aos 37 ± 3 dias pós-parto (PP), vacas Holandesas (n = 543) foram distribuídas aleatoriamente nos grupos controle ou pré-sincronização. As vacas do grupo controle foram sincronizadas com o protocolo Ovsynch sem nenhum tratamento anterior. Já as vacas do grupo com pré-sincronização foram submetidas ao Presynch, ou seja, duas administrações de PGF2α com intervalo de 14 dias (37 ± 3 e 51 ± 3 dias PP, respectivamente) e posteriormente (12 dias após) iniciaram o proto Ovsynch (63 ± 3 d PP). Sabe-se que um sistema de pré-sincronização baseado na utilização de duas injeções de PGF2α não tem efeito em vacas em anestro, uma vez que elas não respondem a PGF2α. Assim, os pesquisadores idealizaram que cerca de 90-95% das vacas cíclicas que receberam o tratamento Presynch estariam em estro no prazo de 7 dias após a segunda injeção de PGF2α e, se a primeira injeção de GnRH do protocolo de IATF fosse administrada 12 d após a segunda injeção de PGF2α as vacas poderiam iniciar o protocolo de IATF entre dos dias 5 e 11 do ciclo estral, que seria o momento ideal com base nos estudos anteriores. Para determinar a porcentagem de vacas cíclicas ou não no dia de inicio do protocolo Ovsynch os autores coletaram amostras de sangue que foram direcionadas a dosagem de progesterona.

Foi verificado que a pré-sincronização influenciou a fase do ciclo estral em que o protocolo de IATF foi iniciado. A freqüência de vacas classificadas com padrão alto de progesterona 12 dias antes do GnRH e baixa progesterona no dia do primeiro GnRH (alto-baixo) foi reduzida no grupo Presynch. Os animais com esse padrão provavelmente são aqueles que receberam a primeira aplicação de GnRH do protocolo de IATF na fase lútea tardia do ciclo estral, sendo que isso pode ter levado ao cio e ovulação antes do horário da inseminação. Essa assincronia entre a ovulação e a IA foi provavelmente responsável pela baixa taxa de prenhez (34,8%) das vacas com perfil “alto-baixo” de progesterona. Assim, o uso de Presynch reduziu a freqüência de vacas classificadas como “alto-baixo” durante o protocolo de IATF e, em conseqüência, melhorou (P < 0.01) a taxa de prenhez ao primeiro serviço desses animais. Também foi encontrada maior porcentagem de vacas com perfil “alto-alto” de progesterona no grupo Presynch em comparação com as vacas não pré-sincronizadas. Curiosamente, o Presynch também aumentou as taxas de prenhez entre vacas cíclicas classificadas como “alto-alto” progesterona (P < 0.02). Outras análises mostraram que as concentrações plasmáticas de progesterona imediatamente antes da primeira aplicação de GnRH do protocolo de IATF não diferiram. Porém, as concentrações plasmáticas de progesterona no dia da PGF2α foram maiores para as vacas do grupo Presynch em relação ao grupo controle. Além disso, as concentrações plasmáticas de progesterona no momento da injeção de PGF2α foram associadas positivamente com as taxas de prenhez a IATF. Esta maior concentração de progesterona plasmática no momento da PGF2α em vacas pré-sincronizadas pode ser uma conseqüência da reduzida variação da fase do ciclo em que o protocolo de IATF foi iniciado. Assim, a pré-sincronização de vacas antes do início do protocolo de IATF aumentaria o percentual de vacas ovulando a primeira aplicação de GnRH e, conseqüentemente, aumentaria a taxa de prenhez. Desta forma, os autores acreditam que a pré-sincronização em vacas cíclicas pode ter aumentado as taxas de prenhez ao primeiro serviço por três mecanismos: 1) por melhorar o estado de saúde do trato reprodutivo (uso de duas PGF2α previamente ao protocolo de IATF), 2) por aumentar o número de ciclos estrais antes da inseminação artificial, ou 3), por iniciar o protocolo de IATF em uma fase mais favorável do ciclo estral e aumentar assim, a porcentagem de vacas com ovulação sincronizada.

Logo, podemos concluir que a utilização do protocolo Presynch melhorou a taxa geral de prenhez em comparação aos animais não pré-sincronizados. Ainda, o protocolo foi mais eficiente nos animais com padrão “alto-alto” de progesterona, mostrando a eficiência da pré-sincronização.

Por Henderson Ayres e Roberta Machado Ferreira, Departamento de Reprodução Animal da FMVZ-USP.

dezembro 27th, 2011 Ourofino Agronegócio  Sem Comentários para “Presynch: protocolo de pré-sincronização simples e eficiente”

Principais Verminose dos Equinos

Os equinos apresentam grande variedade de parasitos, principalmente helmintos (vermes). Algumas espécies e gêneros são de relevada importância, sendo que, os tipos de manejos dos equídeos favorecem a grande incidência de infecções parasitárias já nas primeiras semanas de vida. Os parasitos são vastos e compreendem diversas famílias/gêneros distintas, entre elas: pequenos estrôngilos ou cyathostominos: Cyathostomum spp, Triodontophorus spp, Cylico stephanus spp; grandes estrôngilos: Strongylus vulgaris, S. equinus, S. edentatus e, ainda, Parascaris equorum, Oxyuris equi, Strongyloides westeri, Trichostrongylus axei, Gasterophilus spp, Habronema spp, Dictyocaulus arnfield, Anoplocephala spp (MOLENTO, 2005).

Os animais parasitados podem apresentar fraqueza, pelagem áspera, crescimento lento, cólicas e diarreia. Os danos causados por parasitoses em equinos vão desde lesões nos órgãos do sistema digestivo até graves distúrbios nos processos enzimáticos e hormonais (ASSIS; ARAÚJO, 2003) até a morte do animal.

Os ciatostomíneos ou pequenos estrôngilos causam anemia, perda de apetite, diminuição de resistência, além de distúrbios intestinais e, dependendo do grau da infecção, podem levar os animais à morte (HERD, 1990). De acordo com Barbosa et al. (2001), os ciatostomíneos são os parasitas com maior prevalência em animais jovens (12 a 14 meses) e adultos (acima de 60 meses). Entretanto, a distribuição das espécies tem grande variação nessas faixas etárias.

Os grandes estrôngilos são considerados um dos helmintos mais patogênicos para equídeos, principalmente na sua forma imatura em decorrência das lesões que determinam no seu processo de migrações pelo sistema arterial-mesentérico, responsáveis por severos casos de cólicas. A patogenia da infecção por espécies adultas de estrôngilos está associada à lesão da mucosa do intestino grosso em virtude dos hábitos alimentares do verme, podendo causar ruptura da parede do intestino em animais jovens e adultos levando a emergências cirúrgicas (URQUHART et al., 1998).

Parascaris equorum (figura 1) é um nematódeo de distribuição mundial e tem grande importância por causar definhamento em potros jovens. O parasito tem predileção pelo intestino delgado, porém as infestações intestinais leves são bem toleradas, entretanto as infestações maciças levam animais jovens ao definhamento com baixos índices de crescimento, pelagem opaca e fadiga. Outros sinais clínicos observados a campo são distúrbios nervosos e cólicas (URQUHART et al., 1998).

Figura 1: Parascaris equorum/Fonte: Parasites and Parasitic Diseases of Domestic Animals

Oxyuris equi é um parasito do intestino grosso de equinos (ceco, cólon e reto). As fêmeas migram até o ânus do hospedeiro na época da ovipostura, liberam um fluido viscoso acinzentado contendo grande número de ovos que se aderem na região perianal causando prurido durante esse processo (ANDERSON, 1992). A presença de parasitos no intestino raramente causa sintomatologia clínica, entretanto, o prurido intenso ao redor do ânus faz o animal esfregar-se levando à quebra de pêlos áreas alopécicas e inflamação da pele sobre a anca (URQUHART et al., 1998).

Entre os parasitos comuns do intestino delgado de animais jovens, encontramos também o Strongyloides westeri responsável em algumas circunstâncias por causar graves enterites. Os sinais clínicos comumente observados em animais jovens são diarreia, anorexia, apatia, perda de peso e/ou taxa de crescimento reduzido (URQUHART et al., 1998).

Nos equinos, o T. axei é responsável por causar gastrite, sendo que as lesões iniciais são áreas de hiperemia da mucosa gástrica, que progridem para inflamação catarral e erosão do epitélio, o que pode estar associado à necrose. Com o tempo, a infecção pode acarretar uma inflamação proliferativa crônica e úlceras (TAILOR, 2010). A sintomatologia clínica de infestação maciça é representada por perda de peso rápida e diarreia, e em infestações brandas inapetência, baixos índices de crescimento acompanhado de fezes amolecidas (URQUHART et al., 1998).

Larvas de Gasterophilus nasalis passam a maior parte da sua vida desenvolvendo-se no estômago de equinos, mas geralmente são considerados de pouca importância patogênica. As moscas adultas frequentemente causam irritação aos equinos por se aproximarem da cabeça dos animais para realizar sua ovipostura. As larvas dessa mosca podem causar estomatites chegando até a ulceração da língua em casos mais extremos, e uma vez no estômago dos animais podem levar à hiperplasia do epitélio e úlceras gástricas (URQUHART et al., 1998).

Habronemose conjuntival, cutânea e gástrica causadas por Habronema spp são frequentemente relatadas em equinos e causam grande prejuízo econômico. Os equinos são infectados pela ingestão de moscas que caem na água ou alimentos. O principal efeito de Habronema spp no estômago é estimular a secreção de grandes quantidades de muco com hiperplasia e hipertrofia das células secretoras de muco, além disso, gastrite catarral, úlceras, diarreia e perda de peso têm sido associadas à infecção com Habronema muscae (LEVINE, 1968; DUNN, 1978).

O Dictyocaulus arnfield é um parasito de equinos e asininos sendo que é difícil determinar sua incidência, uma vez que sua infecção raramente se torna patente. Existem relatos de que esse parasito possa levar a casos de tosse crônica devido aos vermes adultos localizarem-se preferencialmente nos pequenos brônquios. Os sinais clínicos observados são leve taquipneia e sons pulmonares ásperos (URQUHART et al., 1998).

Cestóide essencialmente de herbívoros, o Anoplocephala spp é parasito do intestino de equinos e asininos. Sua sintomatologia clínica envolve perda de peso dos animais, enterite e cólicas, sendo que a perfuração do intestino é rápida e fatal (URQUHART et al., 1998).

 

Referências Bibliográficas

ANDERSON, R.C. Nematode parasites of vertebrates: the development and transmission. Farnham, CAB International, 1992. p.214-215.

ASSIS, R. C. L.; ARAÚJO, J. V. Avaliação da viabilidade de fungos predadores do gênero Monacrosporium em predar ciatostomíneos após a passagem pelo trato gastrintestinal de equinos em formulação de alginato de sódio. Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária, v.12, n.3, p.109-113, 2003.

DUNN, A.M. Veterinary Helminthology, 2ª ed., William Heinmann, London, 1978.

HERD, R. P. Equine parasite control – Aditions to antihelmintic associated problems. Equine Veterinary Education, v.2, n.1, p.86-91, 1990.

LEVINE, N.D. Nematode parasites of domestic animals and man. Burgess, Minneapolis, 1968.

MOLENTO, M.B., Resistência parasitária em helmintos de equídeos e propostas de manejo. Ciência Rural, v.35, n.6, nov-dez, 2005.

TAYLOR, M.A.; COOP, R.L.; WALL, R.L. Parasitologia Veterinária. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010, 742 p.

URQUHART, G.M.; ARMOUR,J.; DUCAN, J.L.; DUNN, A.M.; JENNINGS, F.W. Parasitologia Veterinária. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998, 273 p.

Por Departamento Técnico Ourofino Agronegócio

dezembro 19th, 2011 Ourofino Agronegócio  Sem Comentários para “Principais Verminose dos Equinos”

Infecção Urinária em Matrizes Suínas em Produção

Entende-se por infecção urinária, a penetração e colonização patológica das vias urinárias, por microorganismos, podendo atingir as vias urinárias inferiores (uretra e bexiga), superiores (ureter e parênquima renal) ou ambas. De todas estas possibilidades de colonização patogênica a da bexiga é a mais frequente envolvendo principalmente as fêmeas e raramente os machos, fato atribuído às diferenças anatômicas e as variações fisiológicas das fêmeas como cio, gestação e parto.

Em geral, os microorganismos envolvidos com a maior frequência nas infecções urinárias são Escherichia coli, Proteus mirabilis, Staphylococcus sp., Streptococcus sp., Aeromonas hydrophila e Actinobaculum suis.

Quando uma doença multifatorial se desenvolve dentro de um sistema de produção de suínos (SPS), seu nível de intensidade não depende somente das características de virulência do agente determinante, mas principalmente do conjunto de fatores de risco ou circunstâncias desfavoráveis existentes no SPS que provocam distúrbios na regulação dos mecanismos fisiológicos ou imunológicos, criando assim, condições para que a doença se instale.

O número total de porcas doentes em um rebanho está diretamente relacionado com o conjunto de fatores de riscos presentes na granja. A identificação de uma matriz suína com infecção urinária significa que, pelo menos mais duas a quatro, apresentam a doença.

Em estado normal, com exceção da extremidade distal da uretra, o aparelho urinário é praticamente estéril, o que se deve, principalmente, aos sistemas de defesa que se opõem eficazmente à progressão ascendente da infecção. Entre as defesas do aparelho urinário, sem dúvida, a mais eficiente é o efeito hidrodinâmico, que resulta do esvaziamanto da bexiga durante a micção. Supõe-se que uma uretra normal pode se autodepurar quase que totalmente, graças ao ato de micção.

Sinais clínicos

Os principais sinais clínicos observados em rebanhos com infecção urinária são:

  • Elevado número de matrizes com inapetência;
  • Estado nutricional das matrizes insatisfatório;
  • Aumento na taxa de mortes súbitas de matrizes em gestação e na maternidade;
  • Aumento nas taxas de: retorno ao cio (até 36%), mortalidade de matrizes, descarte de matrizes e de reposição;
  • Redução nos índices produtivos;
  • Produtor não consegue otimizar a distribuição dos partos.

 

Fonte: DOENÇAS DOS SUÍNOS, Jurij Sobestiansky e David Barcellos, 2007.

Controle

Segundo Álvaro Menin, et al., os antimicrobianos mais eficientes no controle da infecção urinária foram ceftiofur, norfloxacina e enrofloxacina tanto para o tratamento individual quanto coletivo dos animas.

Para ter um controle efetivo da doença, é de extrema importância um adequado e rigoroso manejo de limpeza e desinfecção, somados ao uso de desinfetantes (GLUTAQUAT® ou CB 30 TA®) de qualidade e eficiência comprovadas, assim como a utilização de equipamentos adequados e a manutenção da higiene ao trabalhar com os animais e com as instalações.

Outro ponto importante para o controle da doença, é fazer o correto manejo dos animais, fazendo com que se levantem de 2 a 4 vezes ao dia, estimulando o consumo de ração, água e a micção. A ração dada aos animais deve ser de boa procedência e nutricionalmente adequada para cada fase da produção. Bebedouros e calhas devem estar bem instalados, regulados e limpos, além disso, é importante sempre verificar a qualidade da água dos animais.  Todos esses procedimentos, somados ao uso de NORFLOMAX PREMIX {2 kg/tonelada de ração (14 mg/PV) durante 4 dias}, resulta na prevenção e redução de gastos ao produtor, tendo como consequência, melhora na produtividade e no lucro da granja.

Referências Bibliográficas

Sobestiansky, J. e Barcellos, D., DOENÇAS DOS SUÍNOS, Cânome Editorial, 2007.

Spinosa, H., et al., FARMACOLOGIA APLICADA À MEDICINA VETERINÁRIA, Guanabara Koogan, 2006.

Menin, A., et al., DIAGNÓSTICO DE INFECÇÃO URINÁRIA EM FÊMEAS SUÍNAS PRODUTIVAS EM GRANJAS COMERCIAIS NO SUL DO BRASIL, Ciência Animal Brasileira, v.9, nº1, p. 199-206, 2008.

 

Por Maycon Secani Cunha, Zootecnista, Depto Aves & suínos, Ourofino Agronegócio

 

 

dezembro 12th, 2011 Ourofino Agronegócio  Sem Comentários para “Infecção Urinária em Matrizes Suínas em Produção”

Verdades e mitos sobre o consumo da carne vermelha

Diariamente a mídia traz informações sobre os benefícios ou malefícios de determinados alimentos, o que expõe o consumidor a informações que podem não ser verdadeiras e fundamentadas. Por isso, é importante que as pessoas estejam atentas e bem informadas para não comprometer o equilíbrio de sua dieta, sua saúde e o prazer da boa mesa. O equilíbrio deve ser a tônica de tudo o que norteia a saúde humana e, sobretudo, a qualidade alimentar. E é justamente disto que vamos tratar no artigo desta semana.

A carne vermelha é uma das principais e mais acessíveis fontes de proteínas, minerais, vitaminas e ácidos graxos de fundamental importância à saúde humana. Segundo a FAO (Food and Agriculture Organization – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), uma alimentação diária saudável deve ter 10 a 15% de proteína, com uma ingestão diária de 90 gramas, devendo 50% ser de origem animal e somente o restante de origem vegetal.

O COLESTEROL:

Grande responsável pelo temor de muitos ao consumo das carnes vermelhas, o colesterol é tido como o grande vilão da alimentação humana. Mas contrário do que se pensa, sem a sua presença, a integridade da membrana que protege as células ficaria totalmente comprometida, assim como a síntese de vitamina D e hormônios sexuais, causando uma diminuição nos níveis de testosterona e na libido nos homens, além da menopausa precoce nas mulheres. O colesterol é um álcool esteróide que se transforma em gordura dentro do organismo animal e sua importância para a vida é tamanha, que o próprio organismo produz cerca de 70% de todo o colesterol circulante, devendo somente os 30% restantes ter origem na dieta.

A polêmica envolvendo o colesterol é decorrente do excesso de LDL (lipoproteína de baixa densidade), também conhecida como colesterol ruim e que em determinadas condições, pode se acumular nas paredes das artérias e desencadear a aterosclerose. Existem ainda outras lipoproteínas de grande importância para o organismo e que compõe o grupo dos colesteróis. Essas, entretanto, são benéficas e fundamentais ao organismo. São elas: quilomicron, VLDL (lipoproteína de muito baixa densidade) e o HDL (lipoproteína de alta densidade) e conhecido como o “bom colesterol”, que em grandes quantidades é extremamente favorável ao organismo, pois é carreado para a circulação sanguínea e tem capacidade de promover uma limpeza celular.

Para não provocar danos ao organismo, a ingestão diária máxima de colesterol, propriamente dita, não deve exceder 300mg. E para aqueles que pensam em substituir a carne vermelha da sua alimentação neste período de festas, deve-se ter em mente que não se trata de uma tarefa fácil, nem tampouco barata. A complexa composição nutricional da carne vermelha imprime apurado acompanhamento nutricional, pois uma dieta isenta de carnes vermelhas pode colocar em risco a saúde humana.

SUBSTITUTOS DAS CARNES:

Poderia – se dizer que a utopia da alimentação humana seriam “aquelas” rações vislumbradas nos filmes de ficção científica, em que uma “pílula” fornece todos os nutrientes necessários para a mantença do indivíduo durante o dia.  Porém, na vida real, o ser humano está necessita ingerir alimentos de qualidade e em quantidades adequadas, o que além de nutritivo é muito mais saboroso.

Outra opção para aqueles que não apreciam os “prazeres da carne” vermelha e desejam eliminar a carne bovina da sua dieta e ainda assim manterem-se saudáveis; é fazer a substituição de um bife de 100 gramas por: 15 gramas de linhaça moída; 16 gramas de amaranto; 11,6 gramas de mix de folhas; 11 gramas de coalhada seca; 8,4 gramas de farinha de soja desidratada; 7,1 gramas de semente de gergelim; 6,9 gramas de lentilha; 6 gramas de pêssego desidratado; 3 gramas de frutos do mar.

Como percebemos, não é nada fácil substituir as carnes vermelhas da nossa dieta, desta forma, a carne bovina é e sempre será uma excelente fonte nutricional, à qual devemos trabalhar para que se torne acessível a todas as populações do mundo. Não se trata de uma questão de estilo de vida, mas de sobrevivência. Muito além de modismos ou tendências “humanitárias” a fome deve ser combatida e a carne bovina é talvez o mais nobre dos elementos desta batalha.

Quase insubstituível, a carne bovina é saudável, deliciosa e geradora de renda. Portanto: nas festas de final de ano e durante todo o ano que está por vir, comam carne!!!

Composição nutricional das carnes bovina, suína e de aves (grelhada ou cozida, porção de 100 gramas):

Fonte: USDA, ARS. USDA Nutrient Database for Standard Reference, release13. Nutrient Data Laboratory homepage (www.nal.usda.gov/fnic/foodcomp). Novembro de 2011

 

Por Marcus Rezende, Médico Veterinário e Diretor Técnico Ourofino Agronegócio

dezembro 5th, 2011 Ourofino Agronegócio  3 Comentários para “Verdades e mitos sobre o consumo da carne vermelha”

Protocolo Ovsynch – suas bases de desenvolvimento e aperfeiçoamento do momento da IA

Nos artigos anteriores –“Parâmetros importantes na avaliação da eficiência reprodutiva de rebanhos leiteiros – PARTE I e PARTE II” foram apresentados os principais índices utilizados na avaliação da eficiência reprodutiva. Neles, evidenciou-se que as taxas de concepção e prenhez não são os únicos, nem os mais importantes parâmetros a serem avaliados, uma vez que refletem apenas o resultado parcial da reprodução, não sendo capazes de mostrar sozinhos onde estão possíveis falhas e pontos a serem melhorados.

Os avanços na genética e no manejo possibilitaram o crescente aumento do número de vacas por rebanho. Entretanto, com esse aumento foi criado um novo problema para o manejo reprodutivo das vacas leiteiras: a detecção eficiente do cio. Os métodos tradicionais de detecção de estro são ineficientes quando aplicados em grandes rebanhos leiteiros por haver uma alta relação vacas/funcionários, resultando principalmente na diminuição da precisão e eficiência de detecção de estro. Sabe-se que a eficiência de detecção de estro (e consequentemente a taxa de serviço) é um dos mais importantes fatores que limitam o desempenho reprodutivo de vacas leiteiras. Se este parâmetro estiver aquém do desejado não é possível alcançar os almejados altos índices reprodutivos.

Uma maneira de contornar o declínio no desempenho reprodutivo de rebanhos leiteiros é a aplicação de métodos para controlar a dinâmica folicular e lútea. Aplicações de protocolos reprodutivos permitem a sincronização do desenvolvimento folicular, a regressão luteal e a sincronização do momento da ovulação, sem a necessidade da detecção do estro. Em alguns estudos, as taxas de concepção após inseminação artificial em tempo fixo (IATF) são menores do que aquelas encontradas com a IA tradicional. Porém, as taxas de prenhez geralmente são maiores após IATF devido ao fato de 100% das vacas serem inseminadas (100% de taxa de serviço), fato que não ocorre na IA tradicional. Assim, neste artigo iremos falar sobre o protocolo Ovsynch, um dos primeiros protocolos criados e atualmente o mais utilizado nos rebanhos leiteiros dos Estados Unidos e da Europa devido à restrição na utilização de estrógenos nesses lugares.

O primeiro protocolo que realmente possibilitou o uso da IATF com satisfatória taxa de prenhez foi o Ovsynch. Ele foi desenvolvido na Universidade de Wisconsin, Estados Unidos, nos anos 90. A criação surgiu do desejo em desenvolver um método para sincronizar o momento da ovulação em bovinos utilizando GnRH e PGF2α, uma vez que, até então, somente eram utilizados esquemas de sincronização administrando PGF2α. A utilização da PGF2α por si só possibilita aumentar as taxas de estro e de IA em comparação com sistemas que utilizam apenas detecção do estro diariamente. No entanto, o estro não é sincronizado com tanta precisão quando se utiliza apenas PGF2α, já que os animais podem entrar em estro durante um período de aproximadamente 5 dias. Além disso, esse método não dispensa a observação de cio, o que foi comprovado por um estudo no qual vacas inseminadas entre 72-80 h após a segunda injeção de PGF2α (sem observação de cio) tiveram taxa de concepção menor do que de vacas submetidas apenas à detecção de estro. Assim, fica evidente que a utilização da PGF2α isoladamente (uma ou duas doses) não permite a realização da IATF com satisfatórios resultados.

Com o intuito de melhorar estes índices, pesquisadores passaram a utilizar a administração de GnRH 6 dias antes da injeção de PGF2α e notaram aumento do número de animais sincronizados e diminuição da variabilidade no momento de estro em vacas e novilhas. Esta redução na variabilidade do momento de estro deve ocorrer devido ao início de uma nova onda folicular após a administração do GnRH, resultando na formação de um novo folículo dominante, presente no momento da administração da PGF2α. Com base nestes dados, Pursley e colaboradores (1995) realizaram experimentos para testar a utilização de GnRH e PGF2α e determinar se a ovulação em vacas leiteiras poderia ser sincronizada em um período preciso de tempo.

O protocolo consistiu de uma primeira administração intramuscular de GnRH em fase aleatória do ciclo estral. Sete dias mais tarde, administrou-se PGF2α para regredir todos os corpos lúteos (CL) e então, quarenta e oito horas depois, as vacas receberam a segunda administração GnRH, a fim de provocar a ovulação do novo folículo dominante. Postulou-se, que a primeira injeção de GnRH provocaria a ovulação de um folículo dominante e consequente início de uma nova onda folicular, ou coincidiria com uma fase do ciclo estral em que uma nova onda folicular estaria iniciando espontaneamente. Se houvesse ovulação após a administração inicial de GnRH, um CL seria formado e o intervalo de 7 dias seria suficiente para o amadurecimento desse CL e sua adequada resposta à PGF2α. Além disso, a escolha do intervalo de 7 dias levou em consideração que a elaboração de um programa de IATF deveria ser viável e compatível com o calendário semanal de uma fazenda produtora de leite, ou seja, a facilidade de se realizar no mesmo dia da semana duas injeções do protocolo (primeiro GnRH de algumas vacas e PGF2α de outras) economizando um dia de trabalhado com os animais. Já a administração da segunda dose de GnRH seria efetuada no momento em que um pré-ovulatório ser sensível ao aumento induzido de hormônio luteinizante (LH).

Como postulado pelos pesquisadores, a primeira administração de GnRH foi capaz de ovular grandes folículos funcionais (> 10 mm) e induzir a emergência de uma nova onda de crescimento folicular, aumentando a probabilidade de um novo folículo grande estar presente no momento da administração da PGF2α. Particularmente neste estudo, uma percentagem surpreendentemente elevada de vacas em lactação (90%) ovularam após a primeira injeção de GnRH. Em contraste, apenas cerca de 50% das novilhas ovularam em resposta a esta injeção. Assim, os pesquisadores sugerem que este protocolo não parece ser tão eficaz para a sincronização de novilhas em comparação a vacas leiteiras.

A administração da segunda injeção de GnRH proporcionou a ovulação sincronizada dentro de um período de 8 h (de 26 a 32 horas após o segundo GnRH) em todas as vacas em lactação e novilhas nas quais houve regressão do CL em resposta à PGF2α. Em outros experimentos realizados pelo mesmo grupo que desenvolveu o Ovsynch, foi notado que quando os animais não recebem a segunda dose de GnRH  o período de ovulação é muito grande e disperso (36 h; sendo que as ovulações ocorreram de 84-120 h após PGF2α). Assim, fica evidente a necessidade de se utilizar um indutor de ovulação (no caso o GnRH) ao final do protocolo para melhor sincronizar o momento das ovulações.

Complementarmente, outro experimento foi desenhado para poder determinar o melhor momento para a realização da IA após a administração do segundo GnRH. Nele, vacas foram inseminadas 0, 8, 16, 24 ou 32 h após a segunda injeção de GnRH (sabendo que a ovulação ocorre entre 24 e 32 h após GnRH). Foi observado um efeito quadrático (Figura 1) do tempo de IA na taxa de concepção através da regressão logística, ou seja, verificou-se que a taxa de concepção aumentou até um limite a partir do qual começou a diminuir. Isto sugere que pode haver um momento ideal da IA e que este deve ser em torno de 16 horas após a segunda aplicação de GnRH. Assim, parece haver um período de tempo considerável após o pico de LH (~ 24 h), no qual as vacas podem ser inseminadas com aceitável taxa de concepção, mas um momento ótimo ao redor de 16 horas após o pico de LH parece existir.

 

Fig. 1 – Taxa de concepção de vacas Holandesas inseminadas em momentos específicos em relação à administração da segunda dose de GnRH no protocolo Ovsynch (adaptado Pursley et al., 1998).

 

Após a leitura desse artigo, é importante ter em mente que, para o sucesso de programas sistemáticos de sincronização da ovulação três etapas são importantíssimas: (1) submissão de todas as vacas de primeiro serviço à inseminação artificial em tempo fixo (IATF) no final do período voluntário de espera, (2) identificação de não-vacas prenhes precocemente após à IATF e (3) rápida ressincronização e/ou reinseminação de vacas não gestantes a IATF no segundo e/ou mais serviços. Assim, a adoção de programas de sincronização hormonal tornou-se uma ferramenta valiosa para os produtores de leite melhorarem as taxas de concepção a AI da fazenda, principalmente na etapa 1. Para obter o máximo de eficiência nas etapas 2 e 3, pode-se iniciar a ressincronização dos animais de 7 a 9 dias (dependendo do protocolo) antes do momento do diagnóstico de gestação (ou no dia do diagnóstico, apenas nas vacas vazias) e, ainda, manter um bom sistema de observação de cio, pois esta é uma ferramenta que não deve ser totalmente esquecida em uma propriedade de leite.

Apesar do impacto global do protocolo Ovsynch ser positivo, 10 a 30% das vacas tratadas com Ovsynch não têm a ovulação sincronizada em resposta ao último GnRH. Sabe-se que a resposta ovulatória ao primeiro GnRH do Ovsynch é o fator determinante para uma sincronização bem-sucedida. Esse evento é fundamental para a coordenação de um folículo dominante funcional no momento da PGF2α e do GnRH final. Assim, tratamentos que possibilitem a préssincronização dos animais é uma técnica que pode melhora ainda mais os resultados do protocolo.

Bibliografia:
-Pursley, J. R., M. O. Mee, and M. C. Wiltbank. 1995. Synchronization of ovulation in dairy cows using PGF2a and GnRH. Theriogenology 44:915–923.
-Pursley, J. R.,  Silcox, R. W. and Wiltbank, M. C. 1998. Effect of Time of Artificial Insemination on Pregnancy Rates, Calving Rates, Pregnancy Loss, and Gender Ratio After Synchronization of Ovulation in Lactating Dairy Cows. J. Dairy Sci. 81:2139–2144.

 

Por Henderson Ayres e Roberta Machado Ferreira, Departamento de Reprodução Animal – FMVZ-USP.

 

 

novembro 30th, 2011 Ourofino Agronegócio  4 Comentários para “Protocolo Ovsynch – suas bases de desenvolvimento e aperfeiçoamento do momento da IA”

Morte Embrionária Precoce na Égua

Apesar dos consideráveis avanços na reprodução equina durante os últimos 20 anos, a morte embrionária precoce (MEP) permanece pouco compreendida e representa uma importante causa de perdas econômicas na criação de cavalos (Morris e Allen, 2002).

A morte embrionária precoce em éguas é definida, apesar de não haver um consenso na literatura, como a perda gestacional que ocorre da fertilização até os 40 dias de gestação, o que corresponde ao momento de transição do estágio embrionário para o estágio fetal de desenvolvimento do concepto (Ginther, 1992). A perda gestacional que ocorre a partir dos 40 dias é definida então como morte fetal ou aborto.

O diagnóstico de perda embrionária precoce e o reconhecimento dos fatores que contribuem para sua ocorrência tomaram grande impulso com o uso da ultrassonografia. Utilizando-se a palpação transretal, as incidências estimadas de morte embrionária e perda fetal precoce em éguas variam de 7% a 16%. (Bain, 1969; Merkt e Gunzel, 1979). Através de exame ultrasonográfico, realizado entre 11 e 50 dias de gestação, variou entre 5% e 24% (Chevalier e Palmer, 1982; Ginther et al., 1985; Woods et al., 1987).

O diagnóstico de MEP é feito por palpação transretal e exames ultrassonográficos seriados, quando verifica-se a ausência da vesícula embrionária, após, pelo menos, uma identificação positiva ou, em alguns casos, quando se observam alterações da morfologia da mesma, tais como redução do seu diâmetro, irregularidades do contorno e ausência de batimentos cardíacos do embrião a partir de 25 dias (Chevalier e Palmer, 1982; Ginther et al., 1985). Outros indicativos são a presença de líquido uterino, a mobilidade prolongada da vesícula e o crescimento lento da mesma. Morte embrionária antes de 20 dias de gestação pode ocorrer sem que essas anormalidades sejam observadas (Ginther et al., 1985). O diagnóstico ultrassonográfico é realizado geralmente a partir dos 11 dias de gestação. Para o estudo das perdas no período anterior aos 11 dias, utilizam-se técnicas de reprodução assistida como a transferência de embriões, transferência de oócitos e o cultivo embrionário in vitro (Ball et al., 1987).

Estudos têm mostrado de 5 a 30% de incidência de morte embrionária precoce em éguas. Vários fatores são apontados como responsáveis pela ocorrência da MEP, como gestação gemelar; nutrição desbalanceada; ingestão de plantas estrogênicas e efeito do fotoperíodo; uso de monta natural ou inseminação artificial; lactação e “cio do potro”; endometrites e outras infecções do sistema genital; anormalidades cromossômicas e deficiências hormonais; hormônios esteróides; falha no reconhecimento materno da gestação e secreção insuficiente de gonadotrofina coriônica equina (eCG); fatores imunológicos; e ainda uma alta incidência relacionada à individualidade do garanhão.

Os fatores que podem contribuir para a ocorrência de morte embrionária na égua são classificados como intrínsecos, extrínsecos e embrionários. Fatores intrínsecos incluem doença endometrial, deficiência de progesterona, idade materna, categoria reprodutiva da égua, e o momento da inseminação/cobertura em relação à ovulação. Os fatores extrínsecos incluem estresse, nutrição inadequada, estação/clima, individualidade do garanhão e/ou processamento e manipulação do sêmen, bem como a manipulação para técnicas de reprodução assistida.  Finalmente, os fatores embrionários estão relacionados com anormalidades cromossômicas e outras características inerentes ao embrião (Ball, 1988).

Literatura Consultada:

BAIN, A.M. Foetal losses during pregnancy in Thoroughbred mares: A record of 2562 pregnancies. Irish Vet. J., v.17, p.155-158, 1969.

BALL, B.A. Embryonic loss in mares: Incidence, possible causes, and diagnostic considerations. Vet. Clin. North Am.: Equine Pract., v.4, p.263-290, 1987.

CHEVALIER, F.; PALMER, E. Ultrasonic echography in the mare. J. Reprod. Fertil., suppl., v.32, p.423-30, 1982.

GINTHER, O.J.; BERGFELT, D.R.; LEITH, G.S. et al. Embryonic loss in mares: Incidence and ultrasonic morphology. Theriogenology, v.24, p.73-86, 1985.

GINTHER, O.J. Reproductive efficiency In: REPRODUCTIVE biology of mare – basic and applied aspects. 2. ed. Wisconsin: Equiservices, 1992. p.508-509.

MERKT, H.; GUNZEL, A. A survey of early pregnancy losses in West German Thoroughbred mares. Equine Vet. J., v.11, p.256-258, 1979.

MORRIS, L.H.A., ALLEN, W.R. Reproductive efficiency of intensively managed Thoroughbred mares in Newmarket. Equine Vet. J., v.34, p.51-60, 2002.

WOODS, G.L.; BAKER, C.B.; BALDWIN, J.L. et al. Early pregnancy loss in broodmares. J. Reprod. Fertil. suppl, v.35, p.455-9, 1987.

 

Por Alice Teixeira Gonczarowska

novembro 14th, 2011 Ourofino Agronegócio  Sem Comentários para “Morte Embrionária Precoce na Égua”

Ocorrência de Endoparasitos em Suínos

Mesmo possuindo um dos maiores rebanhos de suínos do mundo, o Brasil ainda apresenta baixos índices de produtividade. Dentre os sistemas de produção, as pequenas e médias propriedades respondem por uma grande parcela das criações, empregando diversos sistemas de criação e manejo (GENNARI et al., 1997).

As parasitoses gastrointestinais e pulmonares dos suínos representam um dos fatores de prejuízo da sua exploração em todo o mundo (Gonzales et al. ,1975). Nas criações industriais, os problemas decorrentes das helmintoses são relevantes e resultam em prejuízos que necessitam ser contabilizados e analisados, para que a indústria suinícola possa estabelecer medidas de controle mais efetivas (BORDIN, 1987).

As helmintoses em suínos provocam emagrecimento e retardo no crescimento, resultando no aumento das taxas de morbidade e mortalidade na criação, além dos gastos com produtos anti-helmínticos e terapêuticos (SOBESTIANSKY et al., 1998).

Os prejuízos causados pela ocorrência das endoparasitoses nos rebanhos suinícolas dependem do nível de contaminação ambiental, que varia de acordo com os sistemas de produção, condições de higiene e as práticas de manejo (LEITE et al., 2000).

Segundo Cordovés et al. (2000), infecções parasitárias, causadas principalmente por nematódeos gastrointestinais e pulmonares, afetam a conversão alimentar de suínos jovens. Em relação aos coccídios, uma das principais causas de perdas econômicas é a diarreia em leitões lactentes, a qual induz a mortalidade e conversão alimentar inadequada com consequente perda de produtividade (RAMOS et al., 2002).

Entre os nematódeos identificados em suínos criados no Brasil, destacam-se: Ascaris suum, Oesophagostomum dentatum, Trichuris suis, Strongyloides ransomi, Trichostrongylus suis e Metastrongylus salmi, além do Hyostrongylus rubidus e Metastrongylus sp. (BORDIN, 1987; GENNARI et al., 1997; SOBESTIANSKY et al., 1998). No entanto, há poucos estudos referentes às infecções por helmintos em suínos no Brasil.

 

Referências bibliográficas

RENNARI, S. M.; LISBOA, M. N.; NISHI, S. M. Ocorrência de parasitos intestinais em suínos mantidos sob diferentes manejos em granjas do estados de São Paulo. Anais, CONGRESSO BRASILEIRO DE VETERINÁRIOS ESPECIALISTAS EM SUÍNOS (VII Abraves), p.239. Foz do Iguaçu, PR, 1997.

GONZALES, J. C.; OLIVEIRA, C. B. M.; FRITSCH, R. J. Parasitoses gastrintestinais e pulmonares de suínos no município de Guaíba, RS. Arquivos da Faculdade de Veterinária UFRGS, Porto Alegre, v.3, n.1,p.13-19, dez.1975.

BORDIN, E. L. Relação entre infecções por parasitos internos de suínos e o custo de alimentação. Revisão. A Hora Veterinária, Porto Alegre, v.7, n.39, p. 21-27, 1987.

SOBESTIANSKY, J.; SOBESTIANSKY, J.; WENTZ, I. et al. Controle de endoparasitas. In: Suinocultura intensiva: produção, manejo e saúde do rebanho. Brasília: EMBRAPA, p. 275-289.1998.

LEITE, D. M. G.; PEREIRA, N.W; COSTA, A. O. D. Parasitoses em suínos ao ar livre. A Hora Veterinária, Porto Alegre, ano 19, n. 114, p. 8-10, 2000.

RAMOS, C. A. N.; FAUSTINO, M. A. G.; OLIVEIRA FILHO, E. F. Levantamento de parasitos gastrintestinais em suínos criados na Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata do Estado de Pernambuco. Anais, XII CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, Recife: UFRPE, 2002, p.203-204.

CORDOVÉS, C. O.; PINTO, M. R.; NEGRÃO, S. L. Programa integral de controle de parasitos internos, externos e vetores, em granjas suinícolas do Brasil. A Hora Veterinária, Porto Alegre, v. 20, n.116, p. 49-55, 2000.

Por Maycon Secani Cunha em parceria com NESUI – UFLA

novembro 7th, 2011 Ourofino Agronegócio  Sem Comentários para “Ocorrência de Endoparasitos em Suínos”

Cuidados no Confinamento Bovino

O calor das negociações, a rotina de entrada e saída de animais e todo o manejo nutricional imprimem um ritmo de trabalho aos confinamentos que muitas vezes deixa os cuidados sanitários em último plano. Entretanto, o transporte, a mudança no sistema de criação e a aglomeração dos animais podem desencadear sérios problemas sanitários ao rebanho, que se não tratados a tempo podem causar grandes prejuízos ao pecuarista.

Dentre os principais problemas sanitários destacam-se as enfermidades nutricionais, como acidose ruminal e poliencefalomalácea; as de origem infecciosa, sendo as pneumonias de grande destaque; ambiental, como refugo de cocho; e demais causas e fatores, pododermatites e dermatites.

Para se minimizar ou até evitar que as doenças comuns ao sistema de criação causem prejuízos ainda maiores, a organização e capacitação das equipes de trabalho dos confinamentos são de importância crucial. Os profissionais devem estar aptos a identificar, isolar e tratar corretamente e com agilidade todos os animais suspeitos de iniciarem os processos infecciosos. A adoção de produtos de excelência e que permitam um custo x benefício adequado são fatores de igual importância para o sucesso dos tratamentos.

O transporte dos animais é muitas vezes negligenciado, mas o produtor deve estar atendo à distância e ao tempo de transporte; uma vez que quanto maior for a distância e o tempo, maior é a probabilidade de surgirem problemas respiratórios.

Na chegada dos animais ao confinamento o produtor tem a oportunidade do preparo adequado dos mesmos, para garantir a sanidade do rebanho e assegurar a lucratividade da atividade. À chegada é possível a identificação e apartação dos animais debilitados, de modo a impedir a disseminação das enfermidades no rebanho ou lote. Ainda no manejo de entrada dos animais ao confinamento, recomenda-se a prevenção das clostridioses com a utilização da vacina Ourovac® Clostridium e das verminoses, em especial a cisticercose com Ricobendazole® 10.

No inverno, em que a umidade cai consideravelmente e permite a formação de poeira, associado às inversões térmicas constantes e oscilações acentuadas de temperatura entre o dia e a noite, é muito comum o surgimento de animais com “pneumonias”. Outro fator importante observado é a associação do quadro respiratório secundário aos surtos digestivos, ou seja, bois que apresentem quadros de acidose ruminal têm grandes chances de serem atingidos pela pneumonia, já que a resistência animal contra agentes infecciosos está baixa. Independente da origem das pneumonias, elas devem ser identificadas e tratadas o mais rápido possível, com produtos que garantam alta eficácia e segurança, no caso com o Norflomax®. Como todo quadro infeccioso apresenta inflamação local, é sempre recomendável a associação do Norflomax® a um potente anti-inflamatório, o Cortiflan®, que é um produto à base de dexametasona, lançada em 2010 pela Ourofino, que só tem a somar para o sucesso no tratamento. Vale ressaltar que a perda produtiva com problemas respiratórios subclínicos em bovinos confinados gira em torno de 50 a 200 gramas/dia para cada boi doente, ou seja, de 4,5 a 18 Kg por um período de 90 dias de engorda no cocho. Já quando os problemas se tornam clínicos a doença pode evoluir até a morte dos animais.

Quando o confinamento é anual, alguns problemas surgem em decorrência da sazonalidade das chuvas, em que a formação de lama pode prejudicar o ganho de peso e aumentar a ocorrência de doenças de cascos (pododermatites). Assim, quando os primeiros sinais de problemas podais (frieiras ou podridão de casco) começam a surgir, o tratamento deve ser feito de imediato; pois além da perda produtiva, pode haver disseminação e contaminação no piquete para outros animais. Nos problemas de cascos, a dificuldade de locomoção (por exemplo, animal mancando ou não apoiando o membro afetado no chão), devido à dor no local da infecção é necessária a utilização do uso de antibiótico associado a um potente antinflamatório, sendo o Ourotetra Plus LA o tratamento de eleição, pois já contém esta associação (antibiótico + anti-inflamatório) e confere uma ação rápida e duradoura. O Ourotetra Plus LA é o único no mercado que pode ser aplicado pela via intravenosa, conferindo mais vantagens no tratamento de bois confinados, onde são exigidos rapidez, eficiência, praticidade e baixo custo.

Em alguns casos os problemas sanitários podem ser de origem neurológica, como poliencefalomalácea, no qual o bovino doente apresenta andar cambaleante e na maioria das vezes, comprimem a cabeça nos mourões de cerca. O fato de comprimir a cabeça é uma tentativa desesperada de aliviar a pressão da cabeça, ou seja, o tratamento também deve ser realizado com um produto de ação imediata e que confira efeito benéfico ao cérebro do animal. O Cortiflan® é um produto altamente eficaz e seguro, devido a sua composição na forma fosfatada de dexametasona é extremamente vantajoso ao pecuarista, uma vez que apresenta o melhor custo/benefício por frasco. Entretanto, o uso de neuroprotetores, à base de vitamina B1 deve ser associado ao tratamento. Com isso, garante-se a satisfação do proprietário, além da rápida recuperação dos animais.

Nas desordens digestivas, como na acidose ruminal, o animal perde grandes quantidades de líquidos, por apresentar quadro de diarreia intensa. Além do tratamento digestivo, a reposição de fluidos deverá ser feita. Fortemil® hidrata e repõe minerais e vitaminas perdidas pelas fezes.

Os carrapatos não representam um importante desafio sanitário nos confinamentos, animais que eventualmente cheguem “carrapateados”, em poucos dias estes parasitos caem no chão e devido às características do ambiente, não fecham seu ciclo de vida. No entanto, as moscas podem em alguns casos se multiplicar e com isso provocar altas infestações prejudicando o desempenho dos animais, mas quando há o histórico de sua ocorrência, é possível a adoção de medidas preventivas bastante eficazes, por meio da administração do Colosso Pour On no manejo de entrada dos animais. Outra alternativa também eficaz, são os brincos mosquicidas, como o Na MOSCA®, que confere eficácia por até cinco meses contra a mosca os chifres, porém; devido ao tempo de permanência dos animais no confinamento, o produtor deve avaliar a relação custo/benefício do método, frente à redução e facilidade de manejo.

Lembramos que todos os custos sanitários devem ser previstos para o cálculo final do custo da arroba do animal, o que permitirá ao produtor o cálculo preciso da sua lucratividade com a atividade. A adoção do manejo correto, com a capacitação da mão de obra e um planejamento nutricional e sanitário adequados são pilares cruciais para o sucesso da atividade.

Por Daniela Miyasaka S. Cassol e Thales dos Anjos F. Vechiato, Departamento Técnico Ourofino.

 

outubro 31st, 2011 Ourofino Agronegócio  Um Comentário para “Cuidados no Confinamento Bovino”
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